Existem os adormecidos e os despertos.

Os adormecidos quase nada sentem. Quase nada vêem.

Caminham indiferentes no caminho da vida. A mesma rotinha. O mesmo sono. Tudo lhes parece igual ao dia anterior.

Com olhos cegos olham o mundo, a natureza, os animais, as pessoas com quem convivem ou com quem se cruzam. Sem as conseguirem ver ou sentir verdadeiramente.

Só quando lhes acontece algo trágico na vida, por momentos despertam. Depois, perseguem o mesmo caminho indiferentes. Adormecidos.

Os despertos são os que sentem. São os sensíveis. São aqueles que sentem verdadeiramente as pequenas coisas da vida. Com todos os seus sentidos.

Também sofrem mais, porque vêem demasiado. Mas sabem que vale a pena.

Todas as pessoas que passam nas suas vidas, os despertos as vêem. Escutam-nas, e observam-nas na sua essência. Mesmo as pessoas que os adormecidos acham insignificantes.

Valorizam cada dia como se fosse uma dádiva. Sabem que o amanhã pode não chegar. Têm presente a finitude da vida.

Adoram sentir a chuva sobre o seu corpo. Não têm medo de se molharem. Cada gota é uma carícia da natureza sobre si. Sorriem.

Para eles, os animais são do mais belo que a natureza pode ter criado. Amam-nos com todo o seu ser.

Gostam de observar o nascer do sol; o entardecer; a chegada da noite. Olham a lua, as estrelas. E todas as cores, aromas, sensações que percepcionam.

Sabem que tudo o que existe na natureza é do mais precioso que pode existir.

Os despertos, também se apercebem que cada dia é diferente do dia anterior.

Cada cor muda; cada nuvem; cada folha; cada flor; cada sombra; cada luz; cada pessoa; cada tudo.

Tudo, é sempre diferente.

Tudo, é demasiado belo!


Ana Daniela Magalhães Fernandes

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