Tenho andado a pensar nestes dias no bem precioso e maravilhoso que o nosso planeta nos oferece, ou seja, a natureza. Esta, como é do nosso conhecimento, é essencial para a nossa sobrevivência e para as demais espécies.

Esta minha reflexão levou-me até às árvores. Constato, a triste realidade das nossas cidades, ao verificar que são muito poucos os espaços verdes existentes, assim como, a quantidade de árvores é demasiado reduzida em relação à quantidade de betão existente em cada uma.


Nunca entendi, porque é que o homem prefere destruir uma vasta área da natureza, para a substituir por um aglomerado de prédios cinzentos. Chegando muitas vezes, estes, a não serem comprados, valeu a pena a destruição daquele espaço verde? Claro que não! Os indivíduos só pensam em lucrar, não olhando a meios para atingir os seus fins. Se ponderassem mais nas suas decisões, talvez vivêssemos em cidades mais verdejantes, mais belas, logo mais saudáveis. E, as árvores indispensáveis à nossa saúde manter-se-ião intactas.

Por vezes penso, como é que as crianças que crescem em cidades (muitas das vezes não tendo um contacto directo com a natureza)  irão valorizar um dia a natureza?

Em que seres humanos, adultos, se irão tornar?

Como é do nosso conhecimento, só damos valor a algo quando percebemos a sua essência, quando a sentimos, quando a amamos, quando sabemos que ela nos é benéfica. Na ausência deste tipo de sensibilidade, torna-se difícil valorizar algo que se desconhece por completo.

Deveríamos exigir aos arquitectos, aos governos, a preservação da natureza nas cidades, e não a sua destruição. Pois como sabemos, é benéfica para a nossa sobrevivência a existência de árvores, que por sua vez, purificam o ar que respiramos.

Outro aspecto no qual reflecti, é sobre o fato de o homem estar a destruir cada vez mais as florestas, principalmente, o considerado pulmão do mundo, ou seja, a floresta da Amazónia. Nesta, o homem sem pensar nas suas acções destrutivas, corta árvores com muitos anos de existência, só para alimentarem as grandes industrias.

Destruindo, não só a beleza das florestas, como também destroem os habitats das espécies que ali habitam. O ser humano deveria entender de uma vez por todas que é errado o que está a fazer.

Na minha opinião, o homem é mesmo um ser desprezível. Pelo menos os das grandes industrias, que preferem eliminar algo essencial à vida de todas as espécies (incluindo a nossa, como é óbvio) e transformarem as árvores em “bens” materiais não essenciais à nossa sobrevivência. Quando é que o homem começou a preferir viver rodeado de luxos fúteis, em vez de preservar o que deveria ser urgente fazê-lo?

Portanto, a humanidade deveria tornar-se mais consciente; deveria questionar-se verdadeiramente sobre a importância que dá (que não deveria dar) aos bens materiais; deveria perceber que ao consumirem demasiado estão a contribuir na eliminação das florestas.

Pensa comigo, imagina a quantidade de seres humanos existentes no mundo. Somos muitos, como sabemos. Mas, destes, só uma pequena parte, principalmente as dos países desenvolvidos, que é o nosso caso, é que consomem exageradamente

Aqui está um ponto crucial que se deve ter em mente, ou seja, o consumismo. É através deste que adquirimos determinados bens não essenciais à nossa sobrevivência. Como é lógico, não me refiro aos bens de primeira necessidade, mas sim aos supérfluos que nos estão a levar à destruição.

Se todos os indivíduos fossem mais racionais no consumo, e ponderassem verdadeiramente sobre o que  merece ser ou não comprado ou substituído, menos florestas seriam destruídas.

Ora vejamos, na actualidade, se observares com atenção, existem cada vez mais industrias de móveis, que alimentam sonhos de pessoas mesquinhas, de pessoas que preferem adquirir peças que estão na moda para a sua casa, a cada ano, e por vezes, até em menos tempo.

No passado, o homem dirigia-se ao carpinteiro para mandar fazer os seus móveis. Estes, permaneciam durante uma vida na casa da pessoa, poucas vezes eram substituídos por novos. Quando se danificavam eram reparados. Portanto, menos árvores nesta época eram cortadas. O consumismo, não era exagerado.

Nos dias de hoje, na maioria dos casos, por exemplo, quando uma cadeira se parte, o homem deita-a para o lixo, e adquire novas. Ou, descartam a mobília toda de uma divisão, porque está na moda (como já mencionei) algo mais moderno. É lamentável, o homem não se aperceber das consequências das suas acções irreflectidas.

O ser humano deveria começar a pensar mais, em vez de ir pelo caminho mais fácil, ou seja, o de deitar fora e adquirir novo. Deveria ser mais criativo e renovar o que tem. Portanto, em vez de descartar o danificado deveria começar a reparar o danificado, se todos os indivíduos pensassem assim, muitas árvores seriam poupadas.

Na Era da modernidade, com o aparecimento da produção em massa, com a quantidade exagerada de publicidades que nos incentivam a comprar inconscientemente, com o número de seres humanos sempre a aumentar, as grandes industrias aproveitam-se da vulnerabilidade do ser humano para enriquecer às suas custas.

Os indivíduos ignorantes pensam que o dinheiro é tudo, por isso, produzem cada vez mais, a cada dia.

Os indivíduos comuns e influenciáveis consomem cada vez mais, ajudando na destruição, como já referi, das florestas.

Contrariamente, os indivíduos conscientes são os mais racionais, os mais ponderados, os mais preocupados com o caminho errado que o homem segue, os mais realistas, os menos consumistas. Pois, entendem que o corte em demasia de árvores prejudica o ar que respiramos, logo, percebem que elas são essenciais para fornecerem o oxigénio essencial à vida.

Se todos fôssemos mais sustentáveis, se obtivéssemos só o estritamente necessário, viveríamos num mundo mais saudável, menos poluído, e estaria-se a proteger o futuro das gerações vindouras. Sim, porque se nos preocupamos com o nosso bem estar no momento, também nos deveríamos preocupar com o bem estar dos que um dia nos substituirão.

Lembra-te, o dinheiro, os bens materiais supérfluos não nos mantêm vivos, o que nos mantém vivos é a natureza, principalmente, as árvores que nos fornecem o referido oxigénio. Por isso, espero que te tornes uma pessoas mais consciente, mais racional nas tuas decisões, e menos consumista.

E, acima de tudo, preserva o que de mais maravilhoso e raro o mundo tem para nos oferecer, a natureza.

Para finalizar, coloco aqui algumas imagens que te ajudarão a reflectir sobre este assunto.

Categorias: As nossas sociedades

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