Em relação a estas mortes de pessoas inocentes, interrogo-me, será que foram mesmo os “terroristas”? Ou tal não convinha aos governos?
A dúvida na minha cabeça permanece. Com isto, não quero formular teorias da conspiração, mas por vezes, o que aparenta ser não o é, esta é uma verdade!
“Eu sou um Charlie” e todos deveríamos de o ser, mas não somente quando estes actos terroristas acontecem, e sim todos os dias!
A verdade deveria de ser descoberta, e é simples sentir-se quando algo é verdade. Mas as sociedades dos dias de hoje, infelizmente são constituídas de pessoas adormecidas…

Se acordassem, muita coisa mudaria. E muitos “Charlies” se revoltariam! Principalmente, contra este sistema de mentira em que vivemos.
Só tenho de agradecer a todos os cartoonistas, aos verdadeiros escritores, pintores, e a todas as pessoas que tentam acordar os adormecidos. Pois são elas que nos mostram algumas verdades. Mesmo que choquem o mundo, são elas que mudam a nossa maneira de pensar, e assim nos acordar…
Eu por exemplo, agradeceria particularmente a Friedrich Nietzsche, a Jiddu Krisnamurti, entre outros, que me ajudaram a ter uma visão diferente do mundo.
Deve-se ter consciência, de que não foram só estas pessoas que ontem morreram por serem diferentes. Por mostrarem ao mundo as suas visões.
No passado, tal acontecia também, e não nos devemos esquecer. As religiões e os governos, mataram ou queimaram livros de muitos outros “Charlies”, que naquelas épocas existiram também…
Sei que muitos inocentes ainda irão perecer neste sistema em que vivemos. Pois não convém à maioria que detém o poder, estas pessoas existirem.
Devemos lembrar-nos que temos um cérebro, ele existe para ser usado e não embrutecido!
O medo, é somente um estado mental!
Deve continuar a criar-se, sem medo, porque os “Charlies” devem continuam a existir. Eles são a esperança da humanidade. Eles são os que nos acordam, como já referi.

Deixo aqui ainda, uma outra opinião minha. E é a seguinte, os seres humanos não percebem que eles também são a sociedade. Ou seja, quando se tem tendência de se achar que a sociedade é algo à parte de nós mesmos, gera-se conflito, divisão, guerras.
Porque os seres humanos não entendem que são a sociedade em si.
A sociedade é cada um de nós que a cria. Por exemplo, a cada novo dia criamos (ou não) novos valores, mantemos os velhos. Vivemos de imagens que geram separação, o caso da religião que se deve à constante repetição. Aceitamos leis, por vezes, que vão contra nós mesmos, e por aí fora…
Se entendêssemos que “eu sou a sociedade”, talvez o ser humano percebesse que se ele mesmo é a sociedade, então tem a responsabilidade de a tornar melhor.
O que na minha opinião, a mudança deve de acontecer primeiro dentro de cada um de nós.
Uma coisa que aprendi, deve-se entender que são as imagens que visualizamos na nossa mente que geram conflito. São elas que nos lembram que estamos a ser ofendidos, por exemplo.
Infelizmente, a maioria das pessoas não tem a capacidade de entender a sua mente. Porque não conseguem ver para além de… Se quando uma imagem ofensiva aparecesse na mente, a pessoa conseguisse percebe-la sem se ofender, e reflectir para si mesmo, “porque fico magoado?” Talvez entendesse muitas coisas, e agisse de forma diferente…
Sei que somos limitados no pensamento, vivemos num círculo dentro da nossa mente. Mas este condicionamento faz parte de cada um de nós.
Ao entender a limitação mental, deveríamos de usá-la em nosso benefício como espécie e não como algo prejudicial.
Por exemplo, quando se percebe um conflito, que gera discussão, deveria perceber-se que dali só advém um círculo sem fim, sem novidade alguma, que somente se repete o mesmo com que se começou a discussão. Só resulta, num final, ou se fica chateado com a outra pessoa ou até há mortes.
Quando se entende tal, não nos chateamos com ninguém e termina-se a discussão.
As religiões, elas mesmas originam conflito nas pessoas. Devido à repetição constante do mesmo, gera-se um conflito interior que o impede de ver para além de… E as pessoas não saem desse círculo limitado dentro da sua própria mente. Só vêm o mesmo.
Nesta situação em Paris, se realmente foram “terroristas” que eliminaram estas pessoas. É fácil de entender, que a sua limitação os fez agir assim. Uma imagem ofendeu-os, conjuntamente com a limitação mental, originaram mortes.
Se as pessoas começassem a reflectir, entenderiam tal. Infelizmente, deixaram de pensar por si. Gostava de entender quando tal aconteceu, ou talvez saiba e seja só uma questão de visão…
Quando se vive como zombies, sem se questionar, sem se pôr em dúvida o sistema em que vive, as leis, religiões, governos, sistema econômico, etc… Nada se entende de uma sociedade. Por isso, julgam que sociedade é algo à parte deles mesmos. Alguém a criou para eles.
Se questionassem, entenderiam que tudo o que até agora existe numa sociedade, foi a pessoa em si que criou. Tal aconteceu com os nossos antepassados e acontecerá com as gerações vindouras.
Na minha opinião, o mundo só mudará se a educação das crianças também mudar. Elas são o futuro. Se continuarem com a mesma que os seus pais, nada mudará!
A repetição de conflitos, divisão, guerras, mortes, continuará… Quando, por fim se entender que cada um é a sociedade, e educar as crianças de forma diferente tudo poderá acontecer…
Parece um sonho ou ilusão pensar-se assim, mas quem conseguir ver profundamente talvez entenda que é possível mudar as sociedades… Para tal, muitas tábuas velhas deverão cair por terra, para as novas poderem erguer-se e construir-se um mundo melhor de se habitar.


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