” O embrião consumidor começa a desenvolver-se durante o primeiro ano de existência… as crianças começam a sua jornada de consumo na infância (…).”

(Documentário: Crianças de consumo)

As nossas sociedades são demasiado consumistas, para além deste aspecto, também são demasiado capitalistas, demasiado poluidoras, demasiado individualistas, demasiado egocêntricas.

Se as sociedades se podem definir através destes conceitos, e se as sociedades (neste caso) são constituídas de seres humanos, então todos estes conceitos definem o ser humano.

Em que mundo desejamos realmente viver?

Será que o consumismo exacerbado, originado pelo capitalismo, que por sua vez origina poluição é a escolha certa a se fazer?

Na minha opinião, não!

Resolvi abordar este tema, pois as pessoas precisam de ganhar consciência do quão são prejudicadas no seu dia a dia, devido às publicidades existentes à sua volta.

As imagens publicitárias que invadem as nossas mentes, influenciam-nos a comprar. Normalmente, nunca perguntamos a nós mesmos porque é que consumimos tantas vezes, a mesma marca. Ora, existe uma razão, consumimos porque indirectamente nos estimulam a tal!

“A maioria das pessoas mal consegue entender o quanto somos facilmente influenciados pelo nosso ambiente. Cada pessoa que encontramos, cada situação que enfrentamos, cada palavra que é dita na televisão. Isso pode não parecer muito influente para a mente consciente, mas para o seu inconsciente foi projectado especificamente para absorver cada sinal do ambiente, para influenciá-lo sem que você saiba.”

Portanto, somos influenciados muito facilmente, sem que nos apercebamos, infelizmente!

Os meios de comunicação social, são utilizados para nos controlarem, ou seja, são utilizados para nos influenciar a consumir cada vez mais. Influenciam os nossos gostos, as tecnologias que obrigatoriamente deveremos de usar, os estereótipos mais agradáveis de se observar, o tipo de regime a que nos deveremos sujeitar, que jogos é que as crianças devem jogar, entre outros. Somos consumidores irracionais, não porque o queiramos, mas porque assim nos dizem para o fazermos. Mesmo que sejamos prejudicados, mesmo que consumamos de uma forma doentia, nós infelizmente, continuamos a fazê-lo.

Sinceramente, fico indignada pela quantidade de publicidades existentes, vindas de todos os meios possíveis e imaginários.

O fato de seremos bombardeados por todo o tipo de publicidade que circula de forma errónea no nosso ambiente, leva a que as nossas mentes se habituem através de imagens, a sonhar alto. Provocam-nos uma felicidade interior ilusória, fazem-nos acreditar que necessitamos realmente daquele produto.

As publicidades criam imagens na nossa mente, ou seja, a de nós mesmos, a possuirmos aquele produto ou o quanto nos sentiríamos bem ao tê-lo.

Se fores consciente, já terás observado alusões do tipo:

“Hoje vai ser comida de plástico, quem alinha?” (Mcdonald’s)

“Eu amo gomas! Quais são as vossas favoritas?” (Imagem ilustrativa)

“Computadores incorporados nos assentos. Quem gosta?” ( TAP)

“Estás mais magra? Que dieta é que fizeste?” (Imagem ilustrativa)

“Depuralina, aspira gorduras.” (Publicidade na rádio e na televisão)

“Abra uma conta no banco x e habilite-se a ganhar um prémio.”

“Venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro.”

“Quem são os consumidores para decidir o que os consumidores querem?” (MEO, publicidade na televisão).

Estes simples exemplos, demonstram bem o tipo de mensagens que os publicitários criam, para chegarem até nós. Principalmente, até ao nosso inconsciente, pois é neste, que grande parte da informação recebida é gravada.

Através da repetição das publicidades que estamos habituados a ouvir, a ler, a ver, o nosso inconsciente vai buscar estas imagens quando andamos às compras (ou quando vamos jantar fora) e acabamos por consumir determinados produtos sem pensar se realmente nos trarão felicidade, ou se serão saudáveis.

Também nos dirigimos a certas empresas porque o logótipo delas está na nossa mente, e como já estamos tão habituados à ideia, à imagem que temos dessa empresa (devido à quantidade de publicidades), é nela que compramos o que pensamos que realmente é de qualidade, e nos faz falta.

Realmente não consigo entender este tipo de sociedade consumista em que vivemos. Em certa parte (apesar de não ser a favor) até se compreende que é através do dinheiro que podemos adquirir seja o que for, mas produtos desnecessários?

Sinceramente, não entendo e nunca irei entender!

Pois é este consumo desenfreado, excessivo, que polui cada vez mais o nosso planeta.

Se conseguires ver para além de, verás a quantidade de produtos novos fabricados a cada momento que passa, o que te obriga a descartares o existente e a adquirires um novo.

Para onde vão esses milhões de toneladas de produtos descartados? Já pensas-te nisso?

Não somos mesmo nada racionais, pois as sociedades em que vivemos obrigam-nos a ser demasiado materialistas.

Agora reflecte comigo, até que ponto o incentivo ao consumo é saudável?

Uma grande maioria de pessoas querem a todo o custo mudarem o que são, querem deixar de ser elas mesmas, com base em imagens que criaram para si.

As pessoas metem-se em dietas que por vezes as levam à morte. Submetem-se a cirurgias que lhes provocam (quando algo corre mal) infecções gravíssimas que as podem levar (mais uma vez) à morte ou a deixarem-lhes cicatrizes para o resto da vida (por exemplo, o caso de implantes mamários), com as quais lhes irá custar conviver.

Outros, endividam-se de tal forma, que acabam por ficar com um rendimento muito reduzido que mal conseguem subsistir o mês completo.

E, porque é que o fizeram?

Porque as empresas de crédito trabalham em conjunto com as grandes superfícies comerciais, deste modo, incentivam os clientes a “adquirir já”, com a vantagem (ou desvantagem) de pagar em prestações mensais.

A maior parte dos produtos que estas pessoas compram, não são bens de primeira necessidade, ou seja, são produtos que na realidade não necessitam. Mas, porque o vizinho tem uma televisão plasma ou porque o filho de uma amiga tem uma xBox, por exemplo, estas pessoas que têm menos possibilidades financeiras (não querendo ficar para trás) optam por endividar-se. Que triste, ilusão!

Mas mais triste, é o facto das pessoas consumirem sem pensar, sem reflectirem se realmente saem ou não prejudicadas.

Obter produtos a crédito, na minha opinião, é uma burrice!!

Ganha consciência que as publicidades são jogadas para nos obrigarem a consumir, e para que deste modo, as empresas obtenham lucros à nossa custa.

Mas lá está, as sociedades obrigam-nos a tal!

Porque se não fosse assim, como é que as empresas lucrariam? Perderiam os juros? Pois, isto elas não pretendem!

Como já referi, como seres humanos que somos, deveríamos ser mais racionais, mas não o somos, infelizmente!

A pessoa comum pensa assim, “o meio publicitário é essencial para que fiquemos a conhecer o que determinada empresa tem para nos oferecer.”

Realmente, é ser-se demasiado ignorante pensar-se desta forma!

Observa para além daquilo que vês, não te contentes só com o superficial. Questiona-te, faz esta pergunta a ti mesmo, o que significam na realidade as publicidades?

Irás encontrar a resposta, acredita!

As publicidades, na minha opinião, são demasiado exageradas. Para além de atingirem os adultos, atingem principalmente as crianças. Estas, são o seu alvo principal. Porque sabem que elas incentivam os seus pais a comprarem (enquanto crianças) e serão os consumidores do futuro. Deste modo, desejam a lealdade destes, a certas marcas.

Estes seres humanos, quando adultos, irão consumir muito mais do que nós. Tornar-se-ão demasiado materialistas, e isto assusta-me!

Vocês já devem ter reparado, por exemplo, num supermercado algumas crianças a fazerem birra com os pais, porque querem que estes lhes comprem algo que elas desejam. Esta situação, é cada vez mais frequente, e porquê?

É fácil saber-se a resposta, porque as crianças devido às publicidades que chegam até si, desejam determinado artigo, não porque gostem dele, mas porque julgam que gostam dele, pois as publicidades que absorvem, fazem-nas pensar deste modo.

Imaginar (ou conseguir ter) determinado brinquedo, trás às crianças uma felicidade ilusória.

Se os pais observarem, por exemplo, quando compram determinados materiais escolares, devem ter reparado que os seus filhos preferem, por exemplo, as mochilas, estojos, cadernos do “Homem aranha”. Agora olhe um pouco para trás e veja, o que passava na televisão um pouco antes do novo ano lectivo começar?

Simples, publicidades escolares com o “Homem aranha” impresso nos materiais. Ora, como é lógico, as crianças optarão pelo que as publicidades transmitiram!

O Natal é outro exemplo, se repararmos nas publicidades dirigidas às crianças nesta época, poderá fazer-se a seguinte pergunta aos pais, o que é que o seu filho lhe pede antes do Natal?

Já sabemos a resposta, é fácil, as crianças pedirão o que observaram, e o que as cativou nas publicidades durante esse período.

Estes são simples exemplos, mas existem muitos mais, como deve ser do teu conhecimento.

Relativamente, às publicidades na televisão, de certeza que imensas vezes te aborreces-te a ver anúncios publicitários (enquanto esperavas que o programa que estavas a ver, recomeçasse), deves ter constatado que a quantidade de publicidades que transmitem é absurda.

Os tipos de publicidade são muito diversificados, desde a incentivarem-nos a comprar carros;

a optarmos por determinada seguradora;

a efectuarmos créditos;

a abrirmos conta num banco especifico (iludem-nos de que o banco x tem mais vantagens do que um outro, mas se reparares com atenção, as vantagens são quase as mesmas, a publicidade é que nos faz crer que não!);

incentivam-nos a vender algum ouro que possuamos;

incentivam-nos a ligar para determinados números para nos podermos habilitar a ganhar uma quantidade de dinheiro, estipulado pelo programa de um canal televisivo.

Neste caso, pensa um pouco, a chamada custa, por exemplo, 0,75 cêntimos, agora multiplica por um número x de pessoas que possam ligar, já reparas-te na quantidade de dinheiro que algumas empresas televisivas ganham? Muito superior ao valor do prémio!

E será que o prémio é mesmo entregue? Ou será uma simples ilusão?

Sinceramente, quando oiço na televisão a ligação da pessoa que supostamente receberá o dinheiro, o seu entusiasmo é quase nulo! Será real? Será mentira? Enfim, fica-se com a dúvida!

É claro, que para a entrega destes supostos prémios existe sempre o patrocínio de empresas por trás. Hás-de reparar nos logótipos que costumam aparecer quando termina um programa televisivo.

Estes, mais uma vez, são simples exemplos, do quão vulneráveis ficamos nós às publicidades, e da facilidade com que nos influenciam para o consumo.

Reflecte um pouco, anteriormente falei das publicidades televisivas, mas e a restante que chega até nós?

Se queres que te diga, é muito fácil de se perceber onde estão, pois a cada minuto somos bombardeados por elas.

Recebemos uma grande quantidade de publicidade por e-mail;

por SMS via telemóvel;

por telefone (sem que saibas como é que determinada empresa arranjou o teu número de casa);

pela rádio;

pela Internet, através de cada página que visitas;

nos jornais;

nas revistas;

os filmes para crianças e os jogos de vídeo estes estão repletos de publicidades;

nas estações e nos nos comboios;

nas paragens de autocarros e nos próprios autocarros;

nos outdoors que se encontram nas autoestradas, e nos arredores das cidades (ou dentro das cidades);

nos dias de hoje, em alguns países, as publicidades chegam a encontrar-se dentro das escolas. Entre outros, tantos exemplos.

Deves ter ficado com a noção (se ainda não a tinhas) de que não existe quase nada à nossa volta que não tenha publicidades.

A não ser na natureza ou na praia, mas mesmo assim as empresas arranjam maneira de chegar até nós. Por exemplo, quando estás na praia ou numa serra no verão, costumam sobrevoar avionetas com determinada publicidade, porque é que achas que o fazem?

Estas quantidades exorbitantes de publicidades espalhadas ao nosso redor e que a cada minuto se embrenha cada vez mais nas nossas mentes, na minha opinião, é desnecessária! Pois, não é saudável! Até pelo contrário, transforma as pessoas em consumidores excessivos; torna-as demasiado materialistas, demasiado poluentes, demasiado irracionais.


Hoje em dia, segundo o documentário (que coloquei no início deste texto), pode verificar-se que as publicidades transmitem valores errados às crianças. E tudo isto, porque estas quando chegam da escola ficam o tempo todo agarrado à televisão, aos jogos de vídeo, à  Internet, ou seja, a locais de fácil acesso a publicidades. E as empresas sabem disto, e é desta forma, que elas chegam até as crianças!

As crianças não são realmente livres na sua escolha, querem porque querem e não sabem ao certo o porquê de desejarem tanto um brinquedo, jogo, iphone, iPad, Xbox, etc. Simplesmente, porque acham “coll” (expressão usada no documentário), pois a maior parte dos seus amigos também têm, e portanto, eles não querem ficar para trás.

Em relação, aos valores errados que as publicidades transmitem às crianças, é que um amiguinho da sua escola deixa de ser”cool” porque não usa uma determinada marca de roupa, sapatos, tecnologias, portanto, é excluído desse grupo. E quem sofre mais com esta situação, são as crianças mais desfavorecidas.

Não deveríamos ser todos iguais? Somos todos seres humanos!

Desde quando, é que a utilização de determinado produto pode definir o carácter de uma pessoa?

Realmente, dá que pensar!

Se recuares um pouco no tempo, verificarás que no passado (não muito longínquo) as crianças conviviam umas com as outras na rua.

Aventuravam-se em descobrir o mundo que as rodeava;

brincavam livremente usando a sua imaginação consoante o tipo de brincadeira;

estas crianças caíam, esfolavam os cotovelos ou os joelhos, mas logo de seguida levantavam-se, e “estavam prontos para mais uma queda”;

elas discutiam, enervavam-se (por vezes) e até batiam num outro coleguinha, mas mais cedo ou mais tarde, eles mesmos resolviam a situação entre eles.

A criança crescia por si mesma. Aprendia o que era correcto ou errado de se fazer. Aprendia a pedir desculpas. Transmitiam valores uns aos outros. Estes simples exemplos, demonstram bem que estas crianças eram muito mais saudáveis.

Porque é com a interacção com os outros que realmente se cresce!

E nos dias de hoje, o que fazem as crianças? É muito simples!

Ficam fechadas a maior parte do tempo em alguma instituição (seja em casa, nas escolas, num ATL), pois os pais, nos dias de hoje, não têm quase tempo nenhum para tomarem conta dos seus filhos.

Apesar das crianças interagirem (é o que a maioria das pessoas pensa) umas com as outras nestes locais, na minha opinião, o brincarem juntas depois de um dia de aulas, sem a orientação ou controle de um adulto, é o que as faz realmente crescer de forma saudável. O contrário, só as prejudica!

A interacção entre as crianças, é portanto, quase nula. Pois elas passam uma boa parte do seu tempo sozinhas, aliás, agarradas a um jogo de vídeo, à televisão (susceptíveis às publicidades) ou outra distracção qualquer. Se têm problemas na escola, por norma, quem os tenta resolver são os seus pais, entre tantos outros exemplos.

E com tudo isto, muitas pessoas admiram-se (que ignorância) de existirem imensas crianças com obesidade infantil. Porque será?

É muito fácil de se comprovar, as publicidades incentivam as crianças cada vez mais a consumirem as ditas comidas de plástico (McDonald’s, por exemplo). Uma outra razão, é o facto das crianças serem demasiado sedentárias, pois passam a vida no sofá a jogarem ou a verem televisão.

Se reflectires bem sobre este assunto, verificarás muito mais.

Que tipo de adultos estas crianças se tornarão um dia?

Será que vão dar valor às pessoas que os rodeiam?

Ou será que irão continuar com a atitude que já se verifica nos dias de hoje? A de valorizarem uma pessoa pelos bens materiais que possuem!?

Sinceramente, é lamentável a realidade da actualidade!

Na minha opinião, considero as publicidades uma invasão da privacidade de escolha. E, porque é que digo tal?

Como já sabemos, elas influenciam-nos a consumir determinados produtos. Mas para além deste aspecto, as publicidades, são responsáveis pela destruição, de certa forma, do comércio tradicional.

Reflecte, antes de existirem os tão publicitados centros comerciais, as pessoas dirigiam-se à baixa de uma certa cidade, para que deste modo, comprassem o necessário. Na actualidade, este tipo de comércio tende em desaparecer, pois para a maioria das pessoas, os centros comerciais são muito mais cativantes. E tudo isto, porque nestes locais, existem imensas lojas de marcas especificas. Sendo estas, publicitadas em diversos locais, incentivando-nos a consumir os seus produtos.

Ao contrário do que acontecia no passado com o comércio tradicional, nos dias de hoje, consumimos em excesso!

Outro exemplo, de como não temos (apesar de julgarmos que temos) privacidade de escolha, é o caso das publicidades feitas ao iphone, através dos telejornais, das revistas, da Internet e dos jornais. O fato destas publicidades se repetirem das mais diversas formas à nossa volta, leva a que nos iludam e nos levam a consumir este produto.

E, se observares com atenção, acabas por constatar que as pessoas quando tomam conhecimento de que um novo iphone irá sair no mercado, fazem filas nas lojas (antes desta abrir) só para o adquirirem, até que esgota.

Será que és realmente livre na escolha?

Na minha opinião, não somos livres na aquisição seja do que for. Pois, as publicidades influenciam-nos cada vez mais!

Peço-te, torna-te consciente!

Começa a reflectir no dinheiro que gastas em futilidades desnecessárias;

não te deixes hipnotizar pelas publicidades;

em vez de ficares fechado em casa quase o dia todo (principalmente, nas férias), vai para a natureza, aproveita todas as coisas belas que esta tem para te oferecer;

pensa duas vezes, antes de te endividares a consumir seja o que for;

lembra-te, o facto de consumires em excesso, origina a morte de imensas espécies (muitas delas em vias de extinção) por parte das indústrias, só para que possas vestir um casaco de pele, por exemplo;

ajuda a reeducar os teus familiares e amigos, pois o que mais importa, não são as marcas que se veste ou as tecnologias que se usam, mas sim a interacção e os bons valores transmitidos uns aos outros;

não dependas do que viste nas publicidades quando consumires, pois elas estão a transmitir-te uma ideia errada;

não deixes que as publicidades, por exemplo, decidam por ti o teu destino de férias ou o carro que irás comprar (tu consegues decidir por ti mesmo);

quando comprares roupa, compra de forma racional, pois quem decide o teu estilo és tu mesmo e não uma marca qualquer (só porque está na moda);

ganha consciência de que todos os produtos que tu descartas vão poluir algum local, o planeta.

Agora, imagina todos os produtos que diariamente são descartados por imensas pessoas, já imaginas-te o tamanho que todo esse lixo (devido ao excesso de consumo) tem?

Para além de nos modificar-nos a nós mesmos, temos de ajudar as crianças a pensarem de modo diferente, pois elas estão iludidas pelas publicidades.

Elas serão o futuro consumidor de amanhã, e se não se fizer algo, elas transformar-se-ão em consumidores desenfreados, em pessoas demasiado materialistas. Estes, no futuro é que irão sofrer as consequências.

Pois, o fato de crescerem habituados a consumirem, rodeados de publicidades prejudicavas, levam-nos a ficar alienados da realidade, que por sua vez, levará cada vez mais à destruição/poluição do planeta, ou seja, a grande maioria deixará de se preocupar com a natureza à sua volta.

Por favor, não te deixes influenciar pelas publicidades. Não sejas um escravo desta sociedade consumista, sê racional! E, acima de tudo, sê livre nas tuas escolhas!

Nós somos independentes do sistema a que nos obrigam a viver, apesar de julgarmos o contrário.

Começa agora a controlar a tua vida, as tuas acções, não deixes que este tipo de sociedade te consuma, te sufoque, te deprima.

Se começares a agir de forma consciente, vais ver que a tua vida muda, para melhor.

Deixarás de ter stress, de te endividares e passarás a viver uma vida muito mais saudável e feliz.

Lembra-te, torna-te um consumidor racional!


Categorias: As nossas sociedades

2 comentários

nokitas · 30 de Outubro de 2012 às 14:28

Tenho de concordar contigo, infelizmente os mídia são muito poderosos em convencerem as pessoas a adquirirem algo… só espero que as poucas pessoas que conseguem aperceber-se do real siginificado das publicidades, ajudem outros tantos a conscializarem-se de que as publicidades são prejudiciais, elas levam-nos a gastar o que temos e não temos, “obrigam-nos” a consumir o que na realidade não nos faz falta ou felizes…
Mas o que me entristece mais, é saber que somos bombardeados com publicidades vindas de todos os ângulos, e é este facto, que nos leva a ficar demasiado alienados da realidade, é o que nos leva como tu referes a preferir as grandes cidades a viver dignamente num local mais saudável e mais humilde… a procura das cidades, das novas oportunidades ilusórias, que é o que os mídia nos colocam no nosso inconsciente, é o que nos leva a vivermos em desiquilibrio o tempo todo, pois as pessoas não se apercebem que o viver-se na natureza é o que mantem o nosso organismo em equilibrio e em paz, com menos stress e mais felicidade… mas infelizmente, a maioria dos seres humanos procuram sempre a tal felicidade que existe nas publicidades, nos filmes, nas novelas, o que lá éstá, não passa de uma simplesmente ilusão!
“Mas pra mim que ando bem informado sei que as coisas não são bem assim.” Fico feliz de saber que existem mais pessoas a aperceberem-se de tal, gostaria que a maior parte das pessoas fossem assim como nós, Rubens…
Quando disses “Não há paraíso, pelo menos não neste mundo!” Concordo plenamente contigo…
O nosso planeta é que é um autêntico paraíso, o homem é que o está a destruir. Em vez de verde, na maior parte das cidades só vez cinzento… encobrem a natureza de betão… o que é muito triste!! E tudo devido ao tal desenvolvimento, progresso ilusório… enfim!
Só esperemos que um dia quando o homem ganhar consciência do que de errado está a fazer; quando ganhar consciência que está a ir pelo caminho errado; não seja tarde demais… ):

Rubens · 29 de Outubro de 2012 às 14:19

É difícil convencer as pessoas a não serem influenciadas pela publicidade. As pessoas da nossa geração são, em sua maioria alienadas: a mídia distorce a realidade. Eu sou baiano, moro numa pequena cidade chamada conceição do jacuípe. Aqui as pessoas estão sempre querendo ir para São Paulo ou Rio de Janeiro, estão sempre dizendo que em SP não falta oportunidade e que o RJ é uma cidade belissima. Eles pensam assim porque vêem assim esses referidos lugares nas novelas. Mas pra mim que ando bem informado sei que as coisas não são bem assim. Não há paraísoo, pelo menos não neste mundo! eu acho que as pessoas não se concientizam por causa da falta de informação, e pela alienação da mídia.

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