Saber ser-se humano, algo que todos nós deveríamos de saber ser!

Na minha opinião, uma grande parte das pessoas está a mudar. Não agem como seres humanos que são.

Porque será?

Onde estão os valores que lhes transmitiram?

Desde quando se tornaram seres insensíveis?

Cada vez que observo as pessoas, reparo que a maioria vive demasiado inconsciente, de si, e dos outros. Estas pessoas parecem agir sem pensar, passam por cima de tudo, e de todos, só para alcançar os seus objetivos. É demasiado triste, existirem pessoas assim!

Existem pessoas que maltratam quem as ama;

Existem pessoas que agridem os seus filhos, seja física ou psicologicamente;

Existem pessoas que maltratam os idosos, e por vezes seus pais;

Existem pessoas que maltratam e abandonam os seus animais;

Existem pessoas que não sabem dar valor ao verdadeiro sentimento de amizade;

Existem pessoas que ignoram e desprezam o outro;

Existem pessoas que desprezam os deficientes;

Existem pessoas que não conseguem distinguir o certo do errado;

Existem pessoas interesseiras;

Existem pessoas manipuladoras;

Existem pessoas egocêntricas;

Existem pessoas demasiado mentirosas;

Existem pessoas ciumentas;

Existem pessoas egoístas…

Poderia estar aqui a enumerar mais, e mais pessoas deste tipo. Mas não vou continuar a fazê-lo. Para um bom entendedor meia palavra basta. Portanto, as que expus são o suficiente.

Como a minha mãe costuma dizer, “a vida são dois dias. Não sei porque é que existe tanta maldade no mundo!” Ela tem razão… 

Hoje, eu posso estar aqui a escrever, e amanhã já cá não estar. Esta é a verdadeira realidade. Como eu gostaria que as pessoas tivessem consciência deste facto. Talvez não se julgassem imortais. Talvez ganhassem consciência, que são finitos, como tudo o que nasce, cresce e morre no mundo. Talvez começassem a valorizar mais a sua vida, a dos outros, e começassem a transmitir verdadeiros valores às crianças. Elas são os futuros adultos. 

Portanto, se não gostamos do tipo de pessoas que descrevi anteriormente, à que se saber ser sensível e ensinar corretamente as crianças. Como referi, elas são os futuros adultos de amanhã. 

Sendo do nosso conhecimento que as crianças nos imitam, deve-se ter muito cuidado com as nossas atitudes perto delas.

Atualmente, pelo que eu observo na sociedade (a sociedade são todas as pessoas que a constituem) não se sabe ser verdadeiramente humano. Por exemplo, as pessoas ignoram os seus vizinhos. Principalmente, quem vive em prédios, nas grandes cidades. Por vezes, idosos são encontrados mortos nos seus apartamentos. Com isto, não estou a querer dizer que passemos todos os dias a bater-lhes à porta. Mas, se repararmos que uma pessoa vive na solidão, de vez em quando, deve tocar-se-lhe à campainha para saber se está tudo bem, ou se precisa de ajuda.

Se um necessitado (a) nos pede esmola, deve tentar saber-se se essa pessoa realmente precisa de ajuda. Não se deve virar o rosto para o lado. Não se deve “fugir” como se aquela pessoa tivesse uma doença contagiosa. Talvez ela precise de ganhar mais algum dinheiro para sobreviver ou para alimentar os seus filhos. Devemos de ter em mente que nem todos os seres humanos que mendigam são mentirosos, nem todos são drogados… Pensa nisto, e não sejas preconceituoso (a)!

Também existem pessoas que são tão insensíveis que nem sequer felicitam o outro pelo seu sucesso. Por vezes, é seu colega de trabalho ou de turma. A isto, chama-se inveja! Um sentimento que deveria de ser colocado de lado, pois só prejudica a pessoa que o sente, e as que o rodeiam.

Às vezes, a inveja leva a que se difame o outro. Nesta situação, os dois saem prejudicados. O que fala mal, e o que sofre com as palavras inventadas…

Uma outra situação que eu observei na sociedade, logo nas pessoas, é o facto de excluírem dos seus grupos determinadas pessoas. Estas são discriminadas, e colocadas de lado. Estes grupos excluem as pessoas pobres. As que não usam determinadas marcas de vestuário ou calçado, por falta de poder de compra. Também colocam de lado as pessoas de outras nacionalidades. Assim como, também excluem as pessoas com algum tipo de deficiência.

Sinceramente, que mundo este em que vivemos?

No que é que nos estamos a tornar?

Em monstros insensíveis?

Nós somos seres humanos, e deveríamos de agir como tal! Somos todos feitos do mesmo “tecido”, e um dia todos morreremos. Sejamos ricos ou pobres, iremos todos parar ao mesmo sítio. Então, para quê tanta discriminação, indiferença, maldade, injustiça, ódio, mentira, desprezo?

Infelizmente, uma boa parte da humanidade é desumana para com os outros.


Na minha opinião, o saber ser-se humano, é algo que se pode voltar a aprender. Isto, se ao longo do tempo se desaprendeu. Ou se ninguém nos transmitiu este valor, deve-se mostrar o nosso lado bom para os outros. Ajudar se necessário um animal, uma pessoa ou uma criança… Basta estar-se atento, e olhar com os olhos do coração. A isto chama-se sensibilidade. Todos nós a possuímos, talvez uns mais que outros, mas ela está dentro de cada um. É necessário deixá-la fluir com naturalidade, sentir, e agir…

Portanto, saber ser-se humano é saber ser-se sensível!

Saber ser-se humano, é saber amar-se a si próprio. Deste modo, aprender-se-á a amar o outro também, e quando se ama, aprendesse a valorizar.

Saber ser-se humano, é saber aceitar a diferença com naturalidade. Sem preconceitos. É saber aceitar que não somos mais do que o outro. É saber aceitar os defeitos de cada um, e mesmo assim amar.

Saber ser-se humano, é não ignorar, não desprezar, não maltratar, seja um ser humano ou um simples animal. É saber ver para além da superficialidade.


Saber ser-se humano, é não sentir inveja, é não sentir ódio pelo outro, é não ser intolerante.

 

Saber ser-se humano, é saber respeitar a família, os amigos, e os desconhecidos.


Saber ser-se humano, é amar, respeitar os animais e a natureza.

Saber ser-se humano, é ajudar os pobres. Pode ser com alimentação, roupa ou o que quer que esteja ao teu alcance.

 

Saber ser-se humano, é ter-se compreensão, é partilha, é compaixão. 

Saber ser-se humano, é saber ser-se verdadeiramente amigo (a) de alguém.

É muito fácil saber ser-se humano. Basta cada um mudar a sua forma de olhar, de pensar, e de agir perante o outro.

Deixa que o amor te invada a alma. Só deste modo se age corretamente. Logo, sem julgamos, sem imagens negativas sobre quem nos rodeia. Lembra-te, interiormente somos todos iguais. Por isso, age com o coração, e deste modo marcarás a diferença de forma positiva. 

Valoriza-te, valoriza os outros, valoriza a vida, valoriza os animais, valoriza a natureza, valoriza a nossa casa global!

Juntos podemos construir sociedades melhores. Logo pessoas.

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