Afinal, nós existimos ou não existimos?

Cada um de nós tem uma identidade, é ela que nos identifica como seres únicos. Cada um de nós é tratado por um nome que nos identifica. Mas, se repararmos, em diversas situações (se não em quase todas) é como se não tivéssemos uma identidade. 

Repara:

Quando vamos ao médico somos o paciente ou o doente;

Nos espaços comerciais somos clientes;

Quando alugamos uma casa somos o inquilino;


Se enviamos uma carta somos o remetente;

Para o Estado somos o contribuinte;

Se não pagamos uma fatura somos incumpridores;

Se caminhamos na rua somos transeuntes;

Se fumamos somos fumadores;

Se usamos algum tipo de droga somos drogados;

Se ouvimos rádio somos ouvintes;

Se assistimos televisão somos telespectadores;

Quando usamos a Internet somos cibernautas;

Nas eleições somos eleitores;

Se viajamos somos turistas;

Se usamos transportes públicos somos passageiros;

Se imigramos somos imigrantes;

Se compramos livros somos leitores;

Se assistimos a algum tipo de espetáculo somos espetadores;

Se assistimos a um jogo somos adeptos;

Quando morremos somos o defunto;

Se cometemos um crime somos criminosos;

Se agredidos somos a vítima;

Se sofremos um acidente somos o acidentado;

Se seguimos uma religião somos religiosos;

Se estudamos somos estudantes;

Perante as pessoas que não nos conhecem somos o desconhecido;

No emprego somos o empregado, e o colega;

Para a Segurança Social somos um número;

Para a polícia somos um número;

No aeroporto somos mais um número;

Quando marcamos uma consulta, outro número nos substitui…

Afinal, onde fica a nossa identidade?

Na maior parte do tempo, mais parece que não existimos!

Existimos apenas para os nossos familiares, conhecidos e amigos. Estes tratam-nos pelo nosso nome. 

Para o resto do mundo, somos tudo, menos nós mesmos… Somos números com os quais nos identificam!

Afinal, nós existimos ou não existimos?

Afinal, nós existimos ou não existimos?

Cada um de nós tem uma identidade, que normalmente, nos identifica como seres únicos, ou seja, cada um de nós é tratado pelo nome, mas se repararmos, em diversas situações (se não quase todas), é como se não tivéssemos uma identidade. Repara:

Quando vamos ao médico, somos o paciente ou o doente;

Se entramos num restaurante somos o freguês ou o cliente;

Quando alugamos uma casa somos o inquilino;

Se utilizamos algum tipo de transporte, somos o passageiro;

Se vamos ao correio somos os remetentes;

No supermercado somos o consumidor;

Para o Estado somos o contribuinte;

Se não pagamos uma factura ou um crédito dentro do prazo indicado somos incumpridores;

Se caminhamos na rua somos transeuntes;

Se fumamos somos tabagistas;

Se usamos algum tipo de droga somos drogados;

Se ouvimos rádio somos ouvintes;

Se assistimos televisão somos telespectadores;

Quando usamos a Internet somos cibernautas ou internautas;

Na altura de votar somos eleitores;

Se fazemos algum tipo de viagem somos turistas;

Se decidimos comprar livros somos leitores;

Se estamos presentes nalgum tipo de espectáculo somos espectadores;

Se assistimos a um jogo somos apoiantes ou adeptos;

Se morrermos, somos o cadáver, o morto ou o defunto;

Se cometemos algum tipo de crime somos criminosos;

Se sofrermos algum tipo de agressão somos vítima;

Se frequentemente sofremos algum tipo de acidente somos o acidentado;

Se seguimos uma determinada religião somos religiosos;

Se estudamos num estabelecimento de ensino somos estudantes ou alunos;

Perante pessoas que não nos conhecem, somos o outro, aquele ou aquela pessoa;

No local de trabalho somos colega;

Para a Segurança Social somos um número;

Quando somos mandados parar pela polícia somos outro número;

No aeroporto somos mais um número;

Quando marcamos uma consulta, outro número nos substitui;

Afinal, onde fica a nossa identidade? Na realidade, não existe!?

Ou talvez, só exista apenas para quem nos conhece de verdade, os quais nos tratam pelo nosso nome… Pois para o resto do mundo, somos tudo, menos nós mesmos! :S

Conclusão, não passamos de números, de adjectivos com os quais nos qualificam!

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